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Percursos
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Percursos em Seia
pedestres1.jpgA regiao da Serra da Estrela é hoje uma referencia incontornável no turismo de natureza e de culturas nacionais.

As Aldeias Históricas, as tradições locais, a gastronomia regional, as paisagens naturais de elevada qualidade e a existência de uma fauna e flora abundantes e diversificadas de que se destacam espécies raras como a lontra, a cegonha-negra, a lagartixa-de-montanha, o zimbro, o teixo, os narcisos e as orquídeas selvagens, oferecem a todos aqueles que a visitam momentos de recreio, lazer e contacto com a natureza e cultura locais únicos.

Apesar de a área de montanha ser mais procurada nos meses mais frios, é na Primavera e Verão que as visitas para os amantes da natureza serão mais gratificantes.

Realizados numa atmosfera de contacto permanente com a natureza, guias experientes levam-no a descobrir locais pouco visitados da Serra da Estrela.

Venha participar numa experiência agradável e enriquecedora. É uma oportunidade única para aliar o desporto à natureza.



Percursos disponíveis:

 



  • Cântaro Magro

     

  • Covão Cimeiro

     

  • Lagoa Comprida - Sra. da Saúde

     

  • Lagoa Comprida

     

  • Lagoa Comprida - Vale do Rossim

     

  • Planalto Central

     

  • Ponte Jugais

     

  • Ribeira da Candieira

     

  • Ribeira da Caniça

     

  • Ribeira de Loriga

     

  • Torre - Chafariz d'el Rei






Cântaro Magro



A parte superior do maciço central da Serra da Estrela constitui um amplo plano elevado, onde são evidentes os efeitos do último período glaciar e a influência do clima rigoroso sobre a vegetação característica deste local. Neste cenário destaca-se o Cântaro Magro, um imponente rochedo com uma altura de cerca de 300 m desde a sua base, que atinge no ponto mais elevado a altitude de 1928 m.

Visível de muitos pontos da Serra da Estrela, o Cântaro deve a sua individualização e aspecto ao trabalho modelador da erosão glaciar e fluvial, de que se destaca a Rua dos Mercadores, desfiladeiro de paredes abruptas de granito que desce até ao Covão d’Ametade.



Motivos de Interesse



- Testemunhos da acção dos glaciares na paisagem

- Covão de Alva

- Cântaros Gordo, Magro e Raso

- Rua dos Mercadores

- Vista panorâmica a partir do topo do Cântaro Magro

- Fauna e Flora




Covão Cimeiro



O percurso tem início no Covão d'Ametade, um dos mais aprazíveis e procurados locais de recreio da Serra da Estrela. Desta profunda depressão de origem glaciar é possível observar uma deslumbrante perspectiva sobre os imponentes cântaros.

Sobre este, situa-se o Covão Cimeiro, circo glaciar situado entre os cântaros Gordo e Magro, de paredes abruptas que atingem cerca de 300 m de profundidade e que evidenciam a intensidade da erosão dos gelos. A partir deste local, o visitante sobe em direcção às Charcas, onde encontrará um interessante conjunto de lagoas de altitude, permanentes e temporárias.



Motivos de Interesse



- Bosque de Bétulas do Covão d’Ametade (P0)

- Circo glaciárico (P1)

- Cântaros

- Pequenos charcos e lagoas de origem glaciárica (P3)

- Fauna e Flora

A morfologia própria das paisagens glaciares está bem representada no vale da ribeira da Caniça a altitudes superiores a 1000 m, sob a forma de vales em U, circos glaciares, moreias e blocos erráticos.

A altitudes inferiores, a influência humana marca a sua presença. Pinhais, matos e campos agrícolas constituem as unidades paisagísticas preponderantes.

Próximo do Santuário da Sr.ª da Saúde encontra-se uma calçada romana, trecho da via que cruzava a vertente ocidental da Serra.



Motivos de Interesse



- Testemunhos na Paisagem da acção glaciar

- Fonte da Laje

- Ribeira da Caniça

- Calçada Romana

- Santuário da Senhora da Saúde

- Fauna e Flora



Lagoa Comprida



Ao longo deste percurso observam-se vários testemunhos da última glaciação: campos de blocos erráticos e inúmeros charcos temporários que acumulam a água da chuva e neve, servindo de suporte a uma grande diversidade de espécies animais e vegetais.

A barragem da Lagoa Comprida, construída a partir de uma lagoa natural, constitui o principal reservatório de água da Serra da Estrela.

Na vertente sul depara-se com a lagoa Escura, uma lagoa natural que segundo a tradição popular se encontra ligada ao mar. Nesta encosta encontram-se, ainda, vários filões de quartzo, onde nos anos 40 e 50 se fazia a extracção de minério (Volfrâmio e Estanho).

No final, pode observar-se um cervunal, onde os pastores levam os rebanhos a pastar durante a Primavera e o Verão.



Motivos de Interesse



- Barragem e albufeira da Lagoa Comprida

- Pequenos charcos e lagoas de origem glaciárica

- Lagoa Escura

- Testemunhos na paisagem da acção dos glaciares

- Cervunal da Ribeira da Pragueira

- Vestígios da extracção mineira



Lagoa Comprida - Vale do Rossim



O percurso inicia-se na Barragem da Lagoa Comprida, seguindo ao longo da vertente norte da lagoa.

Na primeira parte do percurso observam-se vários testemunhos da acção glaciárica: blocos erráticos, charcos e por fim o Vale do Conde, um vale de origem glaciárica que presentemente se encontra coberto por um extenso cervunal, prado natural que constitui local de pastoreio no Verão.

Mais a norte percorre-se uma área que não esteve sujeita à acção dos glaciares, onde se podem observar os Fragões das Penhas Douradas.

O percurso termina no Vale do Rossim, barragem com uma capacidade de 3.400.000 m3, que foi construída para servir as Centrais de aproveitamento hidroeléctrico da Serra da Estrela.



Motivos de Interesse



- Barragens da Lagoa Comprida e do Vale do Rossim (P0, P5)

- Lagoas de origem glaciárica (P1, P2)

- Testemunhos na paisagem da acção dos glaciares

- Barragem do Vale do Conde

- Covão dos Conchos (P3)

- Lapão do Ronca (P4)

- Fauna e Flora



Planalto Central



Durante o último período glaciar, uma camada de gelo com uma área de cerca de 70 Km2 e uma espessura que não deveria ultrapassar os 80 m ocupava a parte superior da Serra da Estrela, acima dos 1650 m. A partir desta camada divergiam vários glaciares que escoavam através dos vales fluviais periféricos.

Ao longo do percurso podem observar-se as diferenças entre a área a sul, sujeita à acção dos glaciares e a norte, sem esta influência.

É possível, ainda, encontrar inúmeras espécies de fauna e flora adaptadas às condições de altitude dificilmente observáveis noutros pontos do país e que irão certamente despertar a sua curiosidade.



Motivos de Interesse



- Fauna e flora

- Vale glaciárico da Ribeira da Candieira

- Cervunal da Nave da Mestra

- Lagoa do Peixão

- Formas típicas das paisagens graníticas

- Seixo Branco - afloramento de quartzo (P5)

- Testemunho na paisagem da acção dos glaciares



Ponte Jugais



A Ermida da Senhora do Desterro, localizada nas margens do rio Alva, constitui um pitoresco núcleo de arquitectura religiosa, datando do séc. XVII a mais antiga das 10 capelas.

A uma distância de cerca de 1600 m situa-se a Câmara de Carga da Central da Ponte de Jugais, que recebe as águas do açude da Sr.ª do Desterro e da ribeira da Caniça. A Central Hidroeléctrica da Ponte Jugais, situada na confluência do rio Alva e da ribeira da Caniça, recebe as águas da Câmara de Carga através de uma conduta com uma altura total de queda de 230 m.

Nas margens das linhas de água desenvolvem-se frondosas galerias de vegetação ribeirinha, onde predominam o Amieiro, o Freixo e salgueiros. Neste habitat procuram refúgio, entre outras espécies, o Melro-d’água, a Toupeira-de-água e a esquiva Lontra.



Motivos de Interesse



- Açude da Senhora do Desterro

- Capelas da Senhora do Desterro

- Ponte Medieval sobre o rio Alva (P1)

- Estruturas do aproveitamento hidroeléctrico da Serra da Estrela

- Ponte sobre a ribeira da Caniça

- Confluência da ribeira da Caniça com o rio Alva

- Fauna e flora



 Ribeira da Candieira



A ribeira da Candieira corre ao longo de um vale amplo e selvagem suspenso sobre o Vale Glaciar do rio Zêzere. Ao longo do percurso encontrará antigos circos glaciares e pequenas lagoas de montanha onde existe um conjunto muito diversificado de espécies de fauna e flora. No contacto da ribeira com o Vale do Zêzere a água precipita-se, de uma altura de várias dezenas de metros, numa sucessão de cascatas imponentes. No final da caminhada os participantes poderão, ainda, admirar a beleza do bosque de Bétulas do Covão d'Ametade.



Motivos de Interesse



- Testemunhos da acção dos glaciares na paisagem

- Pequenos charcos e lagoas de origem gaciárica

- Lagoa do Peixão (P1)

- Vale Glaciárico da ribeira da Candieira (P2)

- Lagoa da Candieira (P3)

- Bosque de Bétulas do Covão d’Ametade (P5)

- Fauna e Flora



Ribeira da Caniça



No Cabeço do Castro, monte estrategicamente situado entre os vales da ribeira da Caniça e do rio Alva, encontram-se vestígios de um povoado de origens proto-históricas, que foi objecto de escavações arqueológicas na década de 80.

No Sumo da Caniça, a ribeira corre num leito subterrâneo, soterrado por enormes blocos graníticos que rolaram, por acção da gravidade, das encostas envolventes.

No Porto do Boi, no sector superior do vale, observa-se uma sequência de arcos morénicos, testemunho da dinâmica dos gelos durante o último período glaciário.

Ao longo de todo o vale é, ainda, possível observar uma elevada diversidade de espécies animais e vegetais.



Motivos de Interesse



- Flora e fauna

- Testemunhos na paisagem da acção glaciar

- Sistemas agrícolas tradicionais em socalcos

- Açudes e levadas de rega

- Ribeira da Caniça

- Cornos do Diabo (P1)

- Sumo da Caniça (P2)

- Porto do Boi (P3)



Ribeira de Loriga



Entre Casal do Rei e Loriga corre a ribeira de Loriga. No vale de encostas íngremes e profundas, de forte influência mediterrânica, a intensa acção humana reduziu a vegetação natural a pequenos redutos localizados em zonas de difícil acesso, tais como o azinhal da Mestra Brava e o valioso bosque de Azereiros de Casal do Rei.

Na encosta norte do vale pratica-se uma agricultura tradicional em terrenos instalados em socalcos irrigados por um complexo e engenhoso sistema de açudes e levadas.

Com a realização deste percurso, pretende dar-se a conhecer este importante património ambiental.

É necessário conhecer para preservar.



Motivos de Interesse



- Flora e vegetação

- Sistemas agrícolas tradicionais em socalcos

- Azenhas e moinhos de água

- Ribeira de Loriga

- Construções tradicionais em xisto e granito

- Levadas e Açudes

- Fauna



Torre - Chafariz d’el Rei



O percurso tem início junto ao vértice geodésico Estrela, o ponto mais alto de Portugal Continental (1993 m). A vista panorâmica deste sítio permite, em dias limpos, observar locais tão distantes como a Serra da Boa viagem, na Figueira da Foz, a Serra de Gredos, em Espanha ou a Serra de S. Mamede, em Portalegre.

A barragem do Covão do Meio e as Lagoas Serrano e do Covão do Quelhas estão situadas em depressões de origem glaciárica, formadas durante o último período glaciar.

O percurso termina na Fonte dos Perús, nascente de águas frias e cristalinas, de onde se observa um amplo panorama sobre a garganta de Loriga.



Motivos de Interesse



- Planalto da Torre

- Testemunhos na paisagem da acção dos glaciares

- Lagoas Serrano e do Covão do Quelhas

- Barragem do Covão do Meio

- Covão do Boeiro

- Fonte dos Perús

- Fauna e Flora



Recomendações



- Chapéu e protector solar

- Calçado confortável de solas espessas e aderentes

- Roupa confortável e agasalho

- Merenda e líquidos para beber (e saco para os resíduos)
























 


(Extraído do Site www.cm-seia.pt)
























 


 
















 


 

   

Por: Portal Serra da Estrela


2007-10-22    14395

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